
Um tempo atrás o pessoal da Itaú Cultural me chamou pra ilustrar uma reportagem da revista deles, a Continuum (que é bem legal). O texto, da Mariana Sgarioni, fala sobre como estamos nos tornando intolerantes e construindo relações cada vez mais frágeis. Ela escreve que “Ao cortarmos as relações com quem tivemos alguma desavença, perdemos a chance de construir vínculos duradouros e de exercitar uma palavrinha mágica: tolerância“. Gostei bastante do tema que eles abordaram e c0ncordo quando ela comenta que hoje em dia as pessoas estão um pouco preguiçosas em manter e reatar relacionamentos. Abaixo um pedacinho da reportagem, quem quiser ler inteira tem aqui.
Não tem jeito. Onde quer que existam pelo menos duas pessoas, mais dia, menos dia, haverá um conflito entre elas. Até porque, como já deve ter dado para perceber, é humanamente impossível dois seres concordarem em tudo.
Já que hora ou outra vamos nos estranhar mesmo, a questão passa a ser não mais o bate-boca, e sim a maneira pela qual vamos lidar com ele. O que a maioria responde neste momento é que o importante é dialogar até chegar a um consenso. Tem razão.
Porém, cá entre nós, essa resposta tem um baita cheiro de frase feita sem pensar - a verdade mesmo é que preferimos desprezar o “inimigo”. Cortar relações, virar a cara, deixar a pessoa para lá, armar um clima. Convenhamos, é muito mais fácil do que tentar resolver a desavença, certo? Alguém o contrariou, disse algo indigesto? Simples: aperte o botão “delete” do computador, esqueça essa pessoa, finja que ela não existe mais. Arrume outro amigo, outro namorado, outro colega de trabalho. E, assim, como num passe de mágica, uma conexão que estava firmando sua base é quebrada.
13 responses to "Quando as conexões dão tilt" »
Adorei as cores.
Bela ilustração. Muito bom mesmo, parabéns!
Obrigada Guilherme!
Não é que tá acontecendo isso comigo?? E pra vc, sempre parabéns pelo seuu trabalho.
))
Comigo também
Me identifiquei bastante com o texto!
Obrigada pelo comentário :*
Minha psicóloga antiga, a Rachel,falou-me o seguinte quando me gabei que tolerava muito, mas quando rompia era para sempre:
Basta, com cuidado, desatar os nós, não precisa cortar os laços.
Nossa mãe, que conselho lindo
Conselho lindo o da psicologa da Soninha… mas foi nessa de ficar desatando os nós que passei 4 anos com uma pessoa que não valia a pena. Deveria era ter cortado os laços o quanto antes (mas talvez aí eu nunca saberia que realmente aquilo não valia a pena né?).
Ahhh a vida…
É, depois de 4 longos anos aturando uma pessoa negativa, tem mais é que tacar fogo no laço, hehe
Que texto mais pertinente da Mariana! Adorei tanto que li na íntegra. E linda ficou tua ilustração (nada daquilo que tu falou
).
Que a nossa conexão mesmo com tilt seja sempre reativada, amiga.
beijo grande.
na conexão pig-dog não tem tilt, só amor
Massa esse texto. Legal ilustrar textos quando se gosta do que está escrito, né?
beijo!
Oi Marcita
Legal e bem mais fácil, hehe!
Obrigada pela visita!
Beijão <3
Nossa Lóu! Não tinha lido esse texto do seu blog!
Muito Bom! Tem um pouquinho da nossa history ai né…
A ilustra tb ficou linda (só pra variar)!
Beijo Grande!
Nani